Hoje: conferência do dr. Ricardo Dip

Na noite desta quarta-feira, dia 28 de abril, em reunião do Centro de Estudos de Direito Natural J. P. Galvão de Sousa, o dr. Ricardo Dip ministrará palestra sobre o interessantíssimo tema do integralismo lusitiano, movimento tradicionalista português que teve em António Sardinha (1887-1925) seu maior nome. A palestra acontece às 21h e será transmitida no Instagram pelo perfil @pensandocomricardodip. Todos são convidados e divulgar é um favor que se faz.

O que é o carlismo?

Na última quinta-feira, dia 3, tivemos a primeira atividade do Círculo Cultural J. P. Galvão de Sousa. O dr. Ricardo Dip, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, acadêmico honorário da Real Academia de Jurisprudência e Legislação de Madri, diretor científico da Seção de Estudos de Direito Natural do Conselho de Estudos Hispânicos Filipe II, também sediado em Madri, e, especialmente, discípulo e continuador da obra de José Pedro Galvão de Sousa, palestrou sobre o carlismo espanhol. Trata-se de lapidar introdução ao carlismo e ao tradicionalismo hispânico, que recomendamos a todos. É possível assistir à palestra em https://www.instagram.com/tv/CIWj9YBjLd-/.

Inauguração das atividades

Na próxima quinta-feira, dia 3 de dezembro de 2020, o Círculo Cultural J.P. Galvão de Sousa promoverá sua primeira atividade. Neste período de distanciamento social, nossa primeira atividade será uma tertúlia, transmitida ao vivo, com o dr. Ricardo Dip, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e discípulo e continuador da obra de José Pedro Galvão de Sousa. A transmissão será feita no Instagram, pela conta @pensandocomricardodip, nesta quinta-feira, a partir das 18h30. Pedimos ampla divulgação. Convidamos também todos os correligionários a se cadastrarem junto ao Círculo J.P. Galvão de Sousa por meio do formulário disponível na página “Cadastre-se”, à direita.

Em breve!

Em breve, anunciaremos o evento inaugural do Círculo José Pedro Galvão de Sousa. Para esse evento especial, contaremos com a participação de um grande nome do tradicionalismo hispânico no Brasil, discípulo e continuador do mestre José Pedro Galvão de Sousa.

Enquanto isso, solicitamos aos admiradores de José Pedro Galvão de Sousa e correligionários do tradicionalismo hispânico que se cadastrem enviando ao email tradicaohispanica@gmail.com os seguintes dados: a) nome completo; b) data e local de nascimento; c) formação acadêmica ou profissional; d) município e unidade da federação de residência; e) se possível, breve depoimento sobre sua relação com o tradicionalismo hispânico e a obra de José Pedro Galvão de Sousa.

Clóvis Lema Garcia (1926-2020)

Neste ano de 2020, no dia 1.º de agosto, faleceu em São Paulo o prof. Clóvis Lema Garcia, discípulo do prof. José Pedro Galvão de Sousa. O professor Clóvis Lema Garcia nasceu na cidade de Rio Grande, no extremo sul do litoral brasileiro, em 5 de outubro de 1926, aniversário da fundação do reino de Portugal.


Dedicou sua vida à família e aos estudos, que englobaram o direito, o jornalismo e as ciências sociais de forma ampla. Foi diretor da revista Reconquista e da revista Hora Presente, núcleos de formação e difusão do pensamento tradicionalista brasileiro.


Discípulo de José Pedro Galvão de Sousa, foi seu assistente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e também lecionou na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, da qual se tornou professor emérito, e da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, da qual foi diretor.
Na advocacia, foi servidor público e procurador do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo. Após o falecimento do mestre, sucedeu José Pedro Galvão de Sousa na presidência do Centro de Estudos de Direito Natural. Foi rtambém membro da Academia Brasileira de Ciências Morais e Políticas.


Sua vida religiosa esteve marcada por sua vocação como supernumerário do Opus Dei. Um de seus filhos, também membro do Opus Dei, é o bispo auxiliar de São Paulo dom Carlos Lema Garcia.


​O prof. Clóvis Lema Garcia faleceu aos 93 anos no dia 1.º de agosto de 2020, memória de santo Afonso de Ligório, padroeiro dos advogados.

No centenário de José Pedro Galvão de Sousa

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No dia 6 de janeiro de 2012, comemoramos o centenário do nascimento do grande pensador brasileiro José Pedro Galvão de Sousa (1912-1992). O ano de 2012, entre várias e notáveis efemérides, deu-nos a ocasião de celebrar o centenário de um dos maiores filósofos do direito e da política que este país já conheceu, e que infelizmente ainda é tão pouco divulgado entre os brasileiros, mesmo entre os que se dedicam ao direito, à política, à história e aos problemas brasileiros em geral. Este espaço eletrônico é uma homenagem a José Pedro Galvão de Sousa e um presente à geração que hoje em dia estuda e ama o Brasil.

A Terra da Santa Cruz mereceria, no centenário de José Pedro Galvão de Sousa, uma maior divulgação de sua obra, e nisso temos responsabilidade principal aqueles que temos a dita de conhecer-lhe as ideias tão fecundas, tão arraigadas no solo firme da brasilidade. A dedicação de José Pedro Galvão de Sousa ao Brasil — “Pátria Imperial”, no dizer do amigo e colaborador de José Pedro, Arlindo Veiga dos Santos (1902-1978), fundador da Frente Negra Brasileira (primeira entidade do movimento negro brasileiro) e do Centro Pátria Nova (mais influente organização monárquica que já houve no Brasil, fundado em 1928) — está plasmada em centenas de livros e artigos em que o professor traça as origens de nossa Pátria e aponta o caminho seguro para a reforma e restauração de suas instituições, à luz do direito natural e da formação e costumes próprios do povo brasileiro.

A obra de José Pedro Galvão de Sousa — junto com a de outros autores que ressaltam a tradição hispânica do Brasil, entre os quais o pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987) — permite-nos, no Brasil do século XXI, tão descaracterizado por instituições, ideologias e costumes importados de povos estrangeiros, compreender e abraçar o Brasil perene, a Terra da Santa Cruz, em que a lusitanidade cristianizadora, aberta às diversas culturas do mundo, soube integrá-las num complexo dificilmente superável por qualquer outra civilização. O aspecto multidisciplinar da produção intelectual de José Pedro Galvão de Sousa — o qual tratou de filosofia, direito, política, sociologia, história, e chegou a escrever um catecismo para seus filhos, prefaciado por Mons. Octávio Nicolás Derisi (1907-2002), grande tomista argentino —, e ao mesmo tempo sua base filosófica na doutrina de Santo Tomás de Aquino, torna-a um guia amplo e seguro para conhecer a formação da Pátria e trabalhar pelo bem comum.

No centenário de nascimento de José Pedro Galvão de Sousa, gostaríamos que sobretudo o grande pensador fosse lido e divulgado. Pretendemos que em breve se possam anunciar eventos acadêmicos e, quem sabe, lançamento de livros — a exemplo da prestigiosa editorial espanhola Marcial Pons, que ano passado publicou La representación política, tradução castelhana. José Pedro Galvão de Sousa era um bom católico que, no vendaval que pretendeu tomar conta da Igreja e do mundo a partir dos anos sessenta, manteve-se fiel à doutrina tradicional e em união com o Papa; junto com grandes intelectuais católicos, como o já citado Mons. Derisi, o francês Jean Ousset (1914-1994) e o catalão Francisco Canals Vidal (1922-2009), entre tantos mais que deram valioso testemunho a ser seguido por nós, que ainda vivemos crise não pequena.

No domingo dia 8 de janeiro de 2012, às 10h, foi celebrada a Santa Missa pelo descanso eterno da alma de José Pedro Galvão de Sousa, dois dias depois do centenário de seu nascimento. A Santa Missa foi celebrada na Matriz dos Sagrados Corações — no bairro da Ponta da Areia, na cidade de Niterói — de acordo com o Missal Romano promulgado pelo Papa São Pio V e publicado novamente em 1962 pelo Bem-Aventurado Papa João XXIII — pelo Reverendíssimo Padre Demétrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José da Arquidiocese de Niterói.